Gramadão – 12-03-2005

Botucatu, 12 de março de 2005

por Evandro Torezan

O que é esse tal de Gramadão que todos falam? Esta era minha dúvida sobre o local, famoso entre os mountain bikers de Botucatu. E foi para conhecer esse lugar que nos reunimos em frente à Catedral de Botucatu para mais uma aventura pela Cuesta. Lá estavam Daniel, Houtan, Ricardo e seu filho Roberto, alguns outros bikers da cidade e eu.

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Cheguei cedo à catedral. Aguardava o resto da turma quando chegou Ricardo, não o meu amigo, outro rapaz, convidado por Rogério e Hugo, que haviam pedalado conosco há algumas semanas. Logo chegou o resto da turma.

Saímos da cidade pelo sul, onde cruzamos o Rio Lavapés e entramos na Rodovia Gastão Dal Farra. Seguimos por ela até chegar à Rodovia Marechal Rondon. Seguimos por ela mais alguns quilômetros e depois entramos à esquerda, numa estrada de chão. Começamos a descer a Cuesta pelo meio da mata. Mata fechada no começo que foi se abrindo à medida que descíamos, revelando belas vistas da Cuesta.

 

 

Ao longe víamos parapentes sobrevoando a floresta.

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O pontinho amarelo é um parapente.

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Olha eu aí, descendo a Cuesta.

Numa das paradas que fizemos, ouvimos um cavalo nervoso, relinchando próximo a nós. Pressentindo o perigo, montei na bike e continuei pela estrada. O resto da turma, distraído, só se deu conta quando o cavalo já estava em cima. Foi uma correria. Todos saíram do meio da estrada para que o cavalo passasse. Felizmente, o animal passou sem investir contra nós. Ele queria entrar no pasto, por um colchete aberto logo à frente.

Estávamos bem próximos ao Gramadão. Entraríamos por um passador de cerca. Nossos guias, Hugo e Rogério, haviam parado. Quando comecei a frear, vi Houtan sofrer um acidente incrível. Houtan deu-nos grande susto. Seu fone de ouvido soltou-se e quando ele desviou a atenção para pegá-lo o pneu dianteiro atingiu uma pedra e o jogou para a frente. Ele deu uma cambalhota no ar e caiu no chão. Felizmente, nada aconteceu. Foi tão rápido que quando ele parou, ainda procurava o fone que tinha se soltado, sem perceber que havia caído.

Estávamos na entrada do Gramadão. Um caminho de vaca profundo, erodido, nos levou até ele. É uma área desmatada da escarpa da Cuesta, coberta de grama, com muitas valas. Descida um pouco íngreme, que demanda cuidado do ciclista, que deve colocar o banco no peito e quase ralar a bunda no pneu pra conseguir descer girando. Alguns desceram, inclusive eu, e outros quase levaram tombos, preferindo descer empurrando. O Ricardo teve que sapatear para não cair.

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O Gramadão

Este é o Gramadão. Nada demais.

Na parte de baixo, encontramos uma estrada, pela qual seguimos até a Rodovia Marechal Rondon. Ricardo e seu filho Roberto nos deixaram ali. Ricardo estava cansado e pediu resgate. O resto da turma subiu a serra.

Subi no meu ritmo. Distanciei-me do grupo no início, mas lá pelo meio da subida, Hugo passou-me. Reagrupamos no Posto Pontal da Serra, no alto. Tomei uma Pepsi Twist para refrescar e aguentar o restante do caminho. Subi o tempo todo pensando nessa Pepsi!

No caminho até Botucatu ainda encontramos o resgate do Ricardo indo buscá-lo.

Enfim, o Gramadão não é lá estas coisas, mas o caminho até lá é lindo. Foram cerca de 40 km de trilha.

Confira aí o album de fotos:
https://plus.google.com/u/0/photos/112987961361532155059/albums/5846843009042557681

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