Parque Nacional de Brasília – 15-03-2003

Brasília, 15 de março de 2003

Parque Nacional de Brasília

Depois de nossa surpreendente vitória na corrida de aventura “Expedição Serra da Jibóia”, vamos agora explorar Brasília. Edson e eu marcamos pedal com os colegas de trabalho da Unisys. Juntaram-se a nós Ricardo Baiano e Luis Paulo. Visitamos o Parque Nacional de Brasília (PNB).

Saímos do Sudoeste, bairro brasiliense próximo ao Eixo Monumental, e seguimos pelo SMU (Setor Militar Urbano).

O SMU é daqueles lugares de Brasília pouco visitados, mas que tem muito para mostrar. A área faz parte dos chamados Setores Complementares e foi criada já no primeiro zoneamento da capital. Ocupada a partir do final dos anos 1960, possui padrões de malha e parcelamento diferenciados, abrigando áreas residenciais de oficiais do exército e, principamente, instalações militares. Este setor apresenta espaços de alto valor paisagístico e históricos tombados, como o Quartel General do Exército, o Teatro Pedro Calmon, a Concha Acústica e a Praça dos Cristais, projeto de Burle Marx. Na principal via do setor há alguns armamentos desativados em exposição, como tanques de guerra e canhões antiaéreos.

 

Depois de passar pelo SMU, chegamos à EPIA (Estrada Parque Indústria e Abastecimento), por onde seguimos até o parque.

O Parque Nacional de Brasília é conhecido como Água Mineral devido a duas grandes piscinas de água natural que estão em seu interior. Elas são as grandes atrações do parque, que recebe milhares de visitantes nos finais de semana, lotando as piscinas.

 

Macacos prego vêm até os visitantes em busca de comida, mas o recurso faunístico que mais chama a atenção são os calangos, pequenos lagartos que perambulam por todos os lados.

 

A história de criação do Parque Nacional de Brasília relaciona-se diretamente com a da construção da Capital, constituindo-se em parque urbano de visitação expressiva ao longo do ano. A unidade de conservação surgiu da necessidade de proteger-se os rios fornecedores de água potável à Capital Federal e de manter a vegetação em estado natural. Os objetivos que levaram as autoridades da época a instituí-lo foram contribuir para o equilíbrio das condições climáticas e evitar a erosão dos solos no Distrito Federal.

O Parque tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

As principais atrações do parque são as piscinas. Elas se formaram a partir de poços de água que surgiram às margens do Córrego Acampamento pela extração de areia feita antes da implantação de Brasília. Para quem gosta de caminhada, o parque dispõe de duas trilhas de pequena dificuldade: a da Capivara com duração de vinte minutos e a do Cristal Água, cujo trajeto pode ser percorrido em uma hora.

O parque abriga a Represa de Santa Maria, responsável pelo fornecimento de 25% da água potável que abastece Brasília, além das bacias de seus córregos formadores.

Ecossistemas típicos do Cerrado do Planalto Central estão protegidos dentro de seus limites, havendo diversos tipos de vegetação compondo a unidade de conservação, tais como: mata de galeria pantanosa, mata de galeria não pantanosa, vereda, cerrado sensu stricto, cerradão, mata seca, campo sujo, campo limpo, campo rupestre, campo úmido e campo de murundus.

A fauna é abundante e diversificada, composta por espécies raras ou ameaçadas de extinção, tais como: lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), tatu-canastra (Priodontes maximus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), onça pintada (Panthera onca), jaguatirica (Leopardus pardalis), ouriço-caixeiro (Coendou prehensilis); além de espécies endêmicas como o pequeno roedor (Akodom lindberg), gralha-do-campo (Cyanocorax cristatellus), papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops).

O objetivo era visitar o parque e depois ir até o Lago Paranoá, mas nossa permanência estendeu-se além do planejado. Percorremos as duas trilhas correndo. Depois, fomos para a piscina principal, onde nadamos um pouco e espantamos o calor na água gelada da piscina principal.

 

O PNB é também uma das principais opções da região para conhecer os valores naturais do Cerrado e realizar práticas recreativas. Conta com duas piscinas de água corrente, trilhas interpretativas e centro de visitantes..

Por volta das 11h saímos do parque e voltamos para casa passando, novamente, pelo SMU.

Passando por Brasília, caso queira conhecer a paisagem original da região antes da cidade ser construída, visite o Parque Nacional de Brasília, nossa Água Mineral.

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