Salto do Tororó – 13/03/2004

https://www.google.com.br/maps/place/Cachoeira+toror%C3%B3/@-15.9838971,-47.8344179,938m/data=!3m1!1e3!4m2!3m1!1s0x0000000000000000:0x343cfde747abfb16!6m1!1e1?hl=en

“A gente mora aqui perto e não conhece esses lugares!”

Esta frase do colega Carlos resume tudo. Ficamos enfurnados em nossos lares durantes os finais de semana e deixamos de conhecer nossa própria cidade.

O Carlos, novo amigo que foi pedalar conosco, é de Brasília e nunca tinha ido ao Salto do Tororó. Além do Carlos, o Edson Murakami, meu companheiro nas corridas de aventura, e o Giraia completaram a turma. O salto fica a 35 km da rodoviária do Plano Piloto. Saímos do Sudoeste e pegamos o Eixo Monumental até a Praça dos Três Poderes. Daí seguimos até a QI 23 do Lago Sul passando pela ponte JK. Passamos então pelo Jardim Botânico, pela ESAF e seguimos pela DF-001 até a DF-140. Depois do trevo da DF-140 são aproximadamente 5 km até uma estrada de terra meio escondida, um pouco antes de um condomínio. Não tem placa nenhuma indicando a entrada. Essa estradinha de terra tem cerca de 1 km.

Como a estradinha não é sinalizada, passamos por ela sem perceber. Logo após há uma grande descida. Se você resolver ir até lá e chegar em uma descida enorme, volte, você também passou. Nossa sorte foi que dois meninos estavam na estrada mais ou menos no meio da descida e lhes perguntamos onde era o salto. Triste constatação: tivemos que voltar subindo a ladeira.

Chegamos à entrada do sítio e pagamos o ingresso: R$ 5,00 por bicicleta ou R$ 15,00 por QARRO 🙂 (veja foto). Os brasileiros gostam de judiar da língua portuguesa.

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Uma pedregosa trilha desce até o leito do rio que forma o salto. A trilha é bem acidentada. Fomos descendo de bike mas resolvemos deixá-las num ponto onde a dificuldade aumentou. Prendemos as bikes numa árvore e continuamos à pé.

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Logo após o rio a trilha continua subindo o outro lado do vale. Eu sugeri que acompanhássemos o rio até o salto, suspeitando que ele estava rio abaixo. Mas o Edson, nosso orientador oficial, imaginou que a queda estava no final da trilha, assim, continuamos por ela e, de repente, chegamos numa estrada de terra. Bom, caminho errado. Voltamos. Daí sim, acompanhamos o rio e chegamos na parte superior do salto. Descemos então por uma escadaria de cimento e pedras até a parte debaixo do salto.

O local é de grande beleza. O salto fica no meio de uma grande área de cerrado já ameaçada por condomínios à sua volta. O leito do rio é pedregoso e levemente acidentado, até lançar-se num salto único de 18 metros. Cercado pela mata ciliar, o rio segue banhando o cerrado e alimentando as grandes árvores que só se sustentam à sua margem.

Na parte superior do salto há grampos para fixação de cordas para rapel mas não me informei se ainda é permitido praticá-lo.

Depois de passarmos um tempo ali, pegamos a trilha de volta.

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O Giraia estava esgotado. Tivemos que rebocá-lo quase o percurso todo. Primeiro foi o Edson, depois eu. Chegamos ao Lago Sul com uma chuva fina que foi engrossando aos poucos, mas passou logo. Cruzamos a primeira ponte do Lago Paranoá, atravessamos a Asa Sul até o Parque da Cidade e voltamos ao Sudoeste.

Entre caminhos certos e errados rodamos 81 km. Pra comemorar a vitória do Jiraia passamos num bar pra tomar uma cerveja.

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E se você for um desses que passam os finais de semana dentro de casa, mexa-se, há muitas belezas espalhadas pelo Brasil.

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