Trekking Ginásio Municipal Mário Covas – 07/05/2006

Botucatu, 7 de maio de 2006

Dia movimentado no Ginásio Municipal de Botucatu. Ao mesmo tempo em que fazíamos a terceira etapa do Procuesta, acontecia também passeio ciclístico, encontro de motos e, dentro do ginásio, competições de vôlei e basquete do Jois (Jogos Industriários do Sesi). O trekking, pela primeira vez, figurou entre as várias atividades esportivas do Jois, e foi esta etapa que os industriários disputaram.

Nossa equipe, apesar de ser da Staroup, se quisesse competir no Jois, teria que disputar na categoria trekkers e, assim, praticamente entregaríamos o campeonato graduado de bandeja para as outras equipes que nos perseguiam no ranking.

Apesar de começar na cidade, a prova desenvolveu-se pela região da Bocaina e da Indiana, que ficam nas franjas da cidade.

Nós, a primeira equipe a largar, às 9h, iniciamos a prova em frente ao ginásio e entramos nele. Dentro, trecho curto, cheio de escadas e rampas, em que várias equipes confundiram-se e ficaram como baratas tontas, circulando pelo ginásio enquanto uma partida de vôlei feminino era realizada.

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Nós, felizmente, navegamos com excelência e saímos do ginásio no tempo exato.

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Do lado de fora, mais cem metros de asfalto e entramos na área rural. Nos dirigimos até um sítio onde passamos por belo corredor natural de árvores, que foi descendo a serra. Quando fomos entrar neste corredor, dois pequenos cães vieram nos recepcionar. Estava nervosos com a passagem de pessoas estranhas pelo seu território, e latiam muito.

Nós não demos atenção a eles e fomos passando mas, quando me sentei para passar por baixo de uma cerca, sentei-me sobre o cocô dos cães. Que cagada! Continuando a descida, chegamos a um local muito ruim para andar. Cheio de pedras soltas, o terreno íngreme fez-nos descer sentados, escorregando sobre as pedras até chegar a um riacho. Já estávamos na região da Bocaina, onde participamos de uma prova de trekking em 2005. Cruzamos a linha férrea e chegamos ao local onde nos perdemos na prova de 2005 e, por incrível que pareça, nos perdemos novamente. Desta vez, não foi problema de interpretação. Foi atraso mesmo. Como estávamos atrasados, tivemos que correr para chegar e não conseguimos identificar corretamente o final do trecho. Mas, como lembrava-me dos erros do outro ano, fui correndo na direção do rio, reencontrei o caminho e também um PC.

Seguimos serra acima. Subimos bom trecho na margem oposta do riacho até chegarmos na referência final, entre duas árvores. Dali, tivemos dez minutos para chegar até um coqueiro à margem da ferrovia, do outro lado do vale, que estava à nossa frente. Cruzamos rapidamente e ao lado do coqueiro ficamos esperando o tempo terminar. Dali, entramos na linha férrea. Pouco mais de cem metros até entramos num local de capim baixo, no pé de um morro. Subimos o morro até seu cume, onde fizemos outra parada. Foi uma subida que exigiu um pouco mais de preparo físico dos participantes. Lá em cima do morro, seis minutos para descansar e contemplar o vale do Rio Bocaina. Reiniciada a prova, subimos mais um pouco até cruzar uma cerca e dali, chegamos ao neutral depois de cruzar pequena mata.

Saindo do neutral, chegamos na parte mais bela e mais difícil da prova. Foi longo trecho descendo e subindo morros. Achei que a organização arriscou-se demais ao fazer a prova passar por lugares tão perigosos com tantas equipes novatas competindo. Passamos por trechos longos no meio do capim alto, cheio de bifurcações, descendo o morro. Praticamente o tempo todo sentados para evitar escorregões. Trilhas à beira de precipícios não faltaram. Neste trecho, quando estávamos margeando uma mata, escorreguei em algumas pedras e caí de costas no chão, chegando a rolar sobre um pequeno arbusto. Machuquei o braço, mas quem se deu mal mesmo foi o arbusto que acabei derrubando.

Enquanto descíamos, passamos por duas cachoeiras. Na primeira, chegamos por cima. O riacho é pequeno, mas nos dias de chuva deve ser um espetáculo ver a água saltando do alto do paredão. Depois, chegamos a um local onde tivemos que fazer semi-rapel, descendo cerca de cinco metros amparados por corda. Depois que eu desci e já tinha largado a corda, o Jeff começou a descer e uma pedra soltou-se lá de cima, quase me acertando. Passou bem perto.

A outra cachoeira nós chegamos por baixo. Era a Cachoeira do Chiquitinho.

De longe, quando descíamos a encosta, víamos a alta queda, mas quando chegamos nela não  pudemos chegar perto. Tínhamos dez minutos de descanso, mas formou-se uma confusão de gente parada e decidimos continuar a prova sem esperar. Um resgate (pessoa que ajuda pessoas perdidas na prova) que estava na cachoeira disse-nos que no alto do paredão que teríamos que escalar havia outro resgate e nenhum PC. Assim, sem esperar, escalamos o paredão. Cerca de dez metros de corda com muitas pedras soltas. Quando chegamos no alto do paredão não encontramos o resgate e continuamos procurando. Andamos alguns minutos despreocupados pela trilha até achar. Estranho ele estar tão longe. Foi aí que Daniel viu um PC escondido embaixo de uma árvore. Voltamos correndo para o início da trilha e descobrimos o erro. Felizmente, descobrimos o erro a tempo e não prejudicamos nossa prova.

O trecho iniciado ali foi a melhor parte da prova. Longo trecho caminhando dentro da mata da Cuesta. Passamos por grande barragem de concreto que escorava o terreno num trecho de passagem de enxurrada.

Saindo da mata, estávamos no fim da prova. Ainda passamos por um riacho antes voltar ao ginásio.

Foi uma prova atípica. Ficamos atrasados muita vezes, mas conseguíamos nos recuperar. O terreno era difícil e as velocidades complicaram tudo.

Foi a primeira vez que andamos o tempo todo na frente, abrindo a trilha, e também foi a primeira vez que a Leidiane e o Gabriel estavam me esperando. Foi muito legal vê-los na chegada.

Mas, perdemos feio. Fizemos 587 pontos e ficarmos em terceiro lugar, atrás de Brotherhood com 530 e Nikus com 290. A grande vitoriosa do dia foi a Star Trekking, nossa afilhada, que ganhou a prova trekker e o Jois. Parabéns!

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