Trilha do Ouro e Cachoeira da Usina Velha – 19/08/2018

Pirenópolis, 19 de agosto de 2018

https://www.strava.com/activities/1782938689

Analisando os registros do Strava de minhas últimas pedaladas por Pirenópolis, um detalhe chamou-me atenção. Às margens do Rio das Almas há uma trilha que segue por quilômetros no sentido da serra, chamada Trilha do Ouro.

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Passando o final de semana na cidade, decidi conhecê-la. Acordei cedinho no domingo pela manhã e fui caminhar. Eu estava hospedado na Rua do Carmo. Desci por ela, atravessei a ponte sobre o Rio das Almas e segui pela Rua Raimunda até ela acabar. Ali adentrei na mata ciliar.

Logo de início notei as marcas do Caminho de Cora Coralina. Quem faz o Caminho de Cora vindo de Corumbá chega em Pirenópolis pela Trilha do Ouro.

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A Trilha do Ouro era a rota seguida por garimpeiros e trabalhadores nos séculos XVIII e XIX para chegar às lavras na Serra dos Pireneus.

Passei por vários pontos interessantes, com belas vistas do rio e trechos de mata fechada. O Poço do Lageado é o melhor local para banho. Tem até placas indicando o caminho.

Muito bem cuidada, a trilha tem pontes e rampas de madeira em alguns locais de travessia mais difícil, como valas e pequenos riachos.

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Com quatro quilômetros de trilha é preciso atravessar o Rio das Almas por uma ponte pênsil. Ela estava um pouco torta, mas ainda firme.

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Logo depois cheguei à “Pedreira da Prefeitura”, que hoje está cedida à Coopedras, cooperativa que congrega pequenos mineradores da cidade. O estrago é grande na área. Há enormes montes de pedra e areia.

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É dessas pedreiras que saem toneladas de quartzito, nome da rocha conhecida popularmente como “Pedra de Pirenópolis” ou “Pedra Goiana”. A “Pedreira da Prefeitura” é a maior e mais antiga da cidade. A extração começou no período colonial, quando o quartzito era usado pelos bandeirantes como material de construção, servindo de alicerce, de parede e até de telhado das casas. Hoje em dia, é usado principalmente como piso e revestimento decorativo.

Saí da pedreira e cheguei à estrada. A trilha terminou. Segui então para a Cachoeira da Usina Velha, que fica a cerca de quinhentos metros da portaria da pedreira. Pelas laterais da estrada de chão fui passando por outras lavras de quartzito, a maioria abandonada, algumas, por terem alcançado o lençol freático, alagadas. Os lagos são até bonitos, apesar de serem resultado de degradação ambiental.

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Eram 9h da manhã quando cheguei à Usina Velha. Não esperava muito da cachoeira, mas ela surpreendeu-me. É formada pelas águas do Ribeirão do Inferno, afluente do Rio das Almas. No local havia uma pequena usina hidrelétrica particular, propriedade de Gastão de Siqueira, que fornecia energia elétrica para a cidade nos anos 1950. Era uma luz fraca e amarelada. Em 1960 a CELG chegou a Pirenópolis e a usina de Siqueira foi desativada.

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Os escombros foram então reaproveitados, criando-se algumas cachoeiras artificiais que por sua vez formaram alguns poços. Passei por todas as quedas e subi até o alto da barragem.

Terminada a visita, fiz o caminho de volta, seguindo para o asfalto, pelo qual voltei para a cidade.

Fiz a trilha em quase três horas, mas quem não tem pressa, pode conhecer ainda a Cachoeira Meia Lua e voltar só no final do dia.

Total caminhado: 13 km

4 comentários sobre “Trilha do Ouro e Cachoeira da Usina Velha – 19/08/2018

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