Cachoeira do Macaco, Morro do Frota e Serra do Pedro – 10/01/2021

Pirenópolis, 10 de janeiro de 2021.

https://www.strava.com/activities/4610629956

Choveu a noite toda. Eu pensei que não conseguiríamos pedalar no domingo, mas o dia amanheceu sem chuva, apesar de o céu estar nublado. Nosso objetivo era visitar a Cachoeira do Macaco. O acesso à cachoeira está proibido, mas eu consegui autorização prévia para a visita. 

Saímos de casa depois das 8 horas da manhã. Atravessamos a ponte sobre o Rio das Almas e, pelo Bairro do Carmo, acessamos a estrada de terra que sobe o Morro do Frota. Apesar de curta, a subida do Frota é especial. São 1.170 metros dentro da mata da encosta do morro, subida agradável, apesar de dura, com inclinação média de 10% e máxima de 19%.

Terminada a subida, ainda continuamos para o alto, até chegar ao Mirante das Antenas. Contando com o trecho do mirante, são 2.170 metros com 225 metros de ganho de elevação.

Mas o esforço vale a pena pois a vista é linda, é possível ver toda a cidade e o berço encantado onde ela se formou. Quem dera toda cidade fosse como Piri, cercada de verde e montanhas.

Depois de alguns minutos de contemplação, retornamos para a estrada do Frota e continuamos até a Cachoeira do Macaco. Apenas 2,5 quilômetros até a entrada. Conversamos com o caseiro da propriedade que nos indicou o caminho. A estradinha adentra na floresta, passando por trechos muito agradáveis, até chegar à área da cachoeira.

A Cachoeira do Macaco escorre por um coxo de pedra vertical, escavado e polido pelas águas do riacho. Ela tem águas bem geladas pois, até ali, o riacho corre sempre na sombra. Na base formou-se piscina natural de dez metros de diâmetro, limitada por paredes rochosas.

Não encontramos nada de lixo, nem uma latinha, nem uma bituca, nenhum papel. É como todo ambiente natural deveria ser. Lindo!

Apesar de gelada, entramos na água. Crioterapia natural.

Visita concluída, fizemos o caminho de volta até a estrada. Daí pintou uma dúvida. Se voltássemos para a cidade, nosso pedal seria muito curto, então propus a Leidiane que alongássemos o trajeto, transpondo a Serra do Pedro até a BR-070, e de lá voltássemos por algum outro caminho. Ela relutou um pouco, afinal, não tínhamos trazido muito alimento, nem muita água, mas concordou. Eu avisei: “Vai ter single.” Mesmo assim, ela topou. É isso aí! Temos que enfrentar nossos medos.

Continuamos pela estrada rumo nordeste. A estrada entra na floresta, vai cruzando riachos a vau e atravessando cercas. Eu ia na frente, abria os colchetes e fechava depois de Leidiane passar. O trecho final, para chegar ao topo da Serra do Pedro, é bem escarpado. Não é permitido o acesso de veículos motorizados. O single esgueira-se pela beirada do morro, descortinando vistas espetaculares. Leidiane adorou a vista e fez juras de amor eterno. S2

No topo, há vários singletracks mal definidos, mas que seguem mais ou menos na mesma direção. Leidiane passou tranquila, sem crises nem sustos. O trecho de singletracks no alto da serra tem em torno de 2,5 quilômetros.

Descemos do outro lado da Serra do Pedro, passando pelas fazendas Lázaro e Portal do Sol. A passagem pela Fazenda Lázaro é por dentro do curral. Dessa vez, quando chegamos, havia dois cavalos bem em frente à porteira por onde passaríamos. Eles ficaram acuados, mas abrimos espaço e eles saíram.

Saímos da fazenda, que tem travessia a vau logo ali, depois da sede, e seguimos até a BR-070.

Paramos logo que chegamos à BR para lanchar. 

Enquanto lanchávamos, sentados num monte de pedras, avistamos um casal de seriemas caçando do outro lado da estrada. Eu comentei com Leidiane: “Seriemas comem cobra.” Ela arregalou os olhos: “Então tem cobra aqui. Vamos embora.”

A BR-070, no trecho entre Cocalzinho de Goiás e a GO-338, é uma maravilha. As montanhas do entorno, as matas, os riachos, as casinhas bucólicas, enfim, a paisagem, transforma o percurso em agradável passeio. A BR deveria ser declarada estrada-parque e seu asfaltamento proibido definitivamente, para não vivermos sob essa ameaça constante.

Seguimos pela BR por sete quilômetros, sentido oeste. Para meu deleite e desespero de Leidiane, encontramos várias outras seriemas pelo caminho.

Deixamos a BR no local onde há placas indicando “Pirenópolis”. A placa orienta o motorista a seguir pela BR até seu entroncamento com a GO-338, e por esta rodovia seguir até a cidade. Mas nós, ciclistas off-road, não gostamos de asfalto. Seguimos na direção contrária. São várias estradinhas, singles e carreadores que seguem entre a borda oeste da Serra do Pedro e a GO-338, passando por várias fazendas, riachos e florestas.

Caminho muito bonito. Leidiane, já cansada, concluiu: “Foi por isso que o Pedáguas acabou. Você pega muito pesado.” Minha vez de fazer juras de amor. S2

Quase no final desse caminho, há uma vereda cujas águas cruzam a estradinha. Fizeram uma pequena queda d’água artificial no local, de pouco mais de um metro de altura. Aproveitamos para aliviar o calor, tomando um banho refrescante.

Esse caminho termina no Morro do Frota. Descer o Frota é emocionante, mas é preciso cuidado. Perder o controle da bicicleta ou encontrar um carro subindo pode causar acidente grave.

A trilha totalizou 43 quilômetros com 1.011 metros de ganho altimétrico.

2 comentários sobre “Cachoeira do Macaco, Morro do Frota e Serra do Pedro – 10/01/2021

  1. Pingback: Uma semana pirenopolina de aventura e descanso | Ser Pedalante

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