Uma semana pirenopolina de aventura e descanso

Brasília, 6 de janeiro de 2021.

Pirenópolis, 7 de janeiro de 2021.

Depois da longa jornada do dia anterior, eu só queria descanso. E foi isso que fiz. Meu plano era ir para a Cachoeira do Abade, mas fui informado de que o seu restaurante estava fechado. Como Alexandre iria com a namorada para a Cachoeira das Araras, juntei-me ao grupo e segui com Leidiane.

A Araras é muito frequentada pois seu acesso é fácil para quem vai de carro. São 21 quilômetros desde o centro de Piri, sendo apenas 2,5 quilômetros de estrada de chão. Depois de passar pela portaria do local, há duas opções: atravessar o Córrego Limoeiro pelo vau e estacionar o carro há poucos metros da cachoeira ou estacionar antes do córrego, atravessar o rio por ponte pênsil e caminhar duzentos metros.

Travessia pelo vau do Córrego Limoeiro

Como meu carro é alto, eu atravessei o rio sem problemas. Passamos o dia curtindo a cachoeira e jogando conversa fora. Também almoçamos por lá.

A Cachoeira das Araras tem um grande poço de 90 metros quadrados que comporta muitos turistas. A queda d’água tem aproximadamente seis metros de altura e divide-se em três. Na parte superior, há uma grande piscina natural.

Cachoeira das Araras
Cachoeira das Araras

Pirenópolis, 8 de janeiro de 2021.

Pirenópolis, 9 de janeiro de 2021.

Pirenópolis, 10 de janeiro de 2021.

Pirenópolis, 11 de janeiro de 2021.

https://www.strava.com/activities/4648850443

O Instagram contou-me que meu amigo Wilmar Castro estava em Pirenópolis. Assim, combinamos de irmos juntos, com as respectivas patroas, de carro, para a Cachoeira Paraíso.

A Paraíso não é apenas uma cachoeira. É um complexo turístico com restaurante, bares, pousada, duas piscinas artificiais aquecidas, lagoa, três belas cachoeiras e oito piscinas naturais. Ela fica a 33 quilômetros de Pirenópolis, sendo 7 quilômetros de estrada de chão. O complexo fica na Várzea do Lobo, local por onde passamos no dia 7.

Seguimos de carro pela GO-338, a mesma rodovia da Cachoeira das Araras. Encontramos Wilmar e Juliana no local.

Nosso primeiro destino foi a Cachoeira do Lobo. Pegamos a trilha que tem três quilômetros, passando por matas de galeria, cerrado, subindo e descendo morros. 

Trilha de acesso à Cachoeira do Lobo

Logo na saída há uma ponte improvisada sobre o riacho, uma pinguela, mas bem fácil de passar.

No final, uma escadaria metálica dá acesso ao leito do rio, cinco metros abaixo. Como estava chovendo diariamente na região, minava água por todo canto, tanto que, na chegada da cachoeira, tomamos uma ducha gelada nas águas que escorriam das lajes da margem, sob as quais passamos.

Alguns metros depois da escada está a cachoeira, que, segundo o site do local, tem onze metros de altura. Eu acho que eles exageraram na medida. Eu estimo entre seis e oito metros. Ela estava vertendo muita água, o que deixou espantado um funcionário da fazenda que estava por lá. O poço formado na base tem 70 metros quadrados e profundidade máxima de 1,7 metro.

Cachoeira do Lobo

Passamos cerca de trinta minutos por lá. Depois, subimos a escadaria e caminhamos mais trezentos metros até a Cachoeira da Laje. Ela parece ser um pouco mais alta do que a do Lobo, mas desce em dois degraus inclinados. Ela não tem poço. Na sua base há grandes lajes, daí vem o seu nome.

Cachoeira da Laje

Fizemos a trilha de volta à recepção. Almoçamos no restaurante do local. Enquanto almoçávamos, choveu. Quando estiou, fomos conhecer a cachoeira que dá nome ao local.

A Cachoeira Paraíso tem três metros de altura e sua queda não chama atenção.

O que faz dela um “paraíso” é o profundo poço de águas cristalinas esverdeadas que existe em sua base, com seis metros de profundidade e sessenta metros quadrados de área. Como o dia estava nublado e o volume de água do riacho bem acima do normal, o poço estava turvo, não despertou nosso interesse e a visita foi bem rápida. Mas veja as fotos de dias ensolarados e surpreenda-se.

Pegamos outra trilha para conhecer as piscinas naturais. A mais distante está a 1,3 quilômetro do restaurante. O caminho é todo calçado com pedra goiana. Com muita água no rio, só eu aventurei-me no poço.

Piscina natural no Complexo do Paraíso

Depois voltamos e fomos curtir uma piscina natural mais próxima do restaurante.

No meio da tarde despedimo-nos dos amigos e voltamos para a cidade.

Pirenópolis, 12 de janeiro de 2021.

Acordamos sem pressa, arrumamos a bagagem e voltamos para casa.

Pirenópolis é um lugar muito especial. E saber que tem gente de Brasília que não conhece, mas conhece Miami como a palma da mão. 😁

Para quem gosta de natureza, Pirenópolis tem atividade para um mês inteiro.

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