Alto Delírio – 02-06-2012

Brasília, 2 de junho de 2012

por Evandro Torezan

https://pt.wikiloc.com/trilhas-outdoor/alto-delirio-2787735

Lá vou eu novamente para a melhor trilha de mountain bike do DF. A Alto Delírio é uma trilha antiga, frequentada há anos por ciclistas, por motoqueiros e por trekkers. É uma trilha única. Não conheço nada igual. Com cerca de quarenta quilômetros de extensão e 1000 m de ascensão, é um belo desafio. As paisagens são incríveis.

Saímos de Águas Claras rumo à Fercal às 7h da manhã. Dessa vez, resolvi filmar a trilha, que considero a mais bela do DF. Eu fui de carona com o Valderi, que nunca tinha pedalado por lá e estava morrendo de medo, nem dormiu direito.

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Deixamos os carros na entrada de uma fazenda que fica próxima à estrada da pedreira. Marcelo Veloso, que estava de carona no carro de Marco Aurélio, chegou com o pneu da bike estourado. Pelo jeito, depois de mais de um mês parado, o pneu da bike não aguentou e acabou estourando pelo caminho, no bagageiro do carro. O problema é que era pneu sem câmara, e o líquido que vai dentro do pneu vira cola quando vaza. Com muito jeito, ele conseguiu colocar câmara de ar e montar o pneu.

O pelotão foi formado por Alexandre Lins, André Tatu, Marco Aurélio, Marcelo Veloso, Ivson, Rogério Prestes, Valderi e eu.

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Saímos pedalando pelo asfalto da DF-205, até entrar à direita na estrada de terra que segue até a ponte sobre o Rio Maranhão. Ivson passou pela ponte com todo o cuidado possível. Ele foi prudente. Um ciclista já caiu dessa ponte e machucou-se muito. Ela é bem alta e a base de concreto de uma antiga ponte continua sobre o leito. Quem cai, cai sobre a base.

Passada a ponte, começamos a subir os morros da região.

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A cada metro escalado, paisagens cada vez mais belas apresentam-se. A trilha Alto Delírio foi uma das primeiras que fiz no DF. Na época, conhecia muito pouco sobre a geografia do Planalto Central. Fiquei impressionado com a beleza da paisagem, com a verticalidade dos morros.

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Os dois quilômetros depois da baixada do Maranhão são uma judiação. Inclinação média de 12%. Guidão no peito e muita força o tempo todo. Depois, nada de descanso. A estrada continua subindo por mais dez quilômetros. Total: doze quilômetros com inclinação média de 6,5%. O desafio é grande, mas a paisagem compensa. No quilômetro 12, a trilha entra numa estrada à direita. Dali pra frente tem muito single. Em alguns trechos a trilha está exatamente no cume dos morros. É incrível a sensação de estar pedalando nestas serras.

No quilômetro 20,5, chegamos no empurra bike do Delírio. Ali não tem jeito. É descer da bike e empurrá-la morro acima. Quinhentos metros com 17% de inclinação. Nunca vi ninguém conseguir subir pedalando. No alto, um cerrado fechado, de médio porte, preservado. Coisa linda. É o Morro da Canastra, em forma de mesa, com o topo plano.

Atravessamos o morro por um single. Do outro lado, a trilha começa a descer. A trilha estava muito erodida na parte mais alta. Descemos com cuidado.

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Cerrados de pequeno e médio porte vão se sucedendo, substituindo a vegetação predominante de gramíneas que percorremos até ali. Nesta descida, a parte mais complicada é uma escadaria de pedras. É difícil superá-la. As pedras ficam em posições aleatórias, travando a roda às vezes.

Depois da escadaria, a bike do Marcelo furou novamente o pneu. Consertamos.

Chegamos no haras, ponto de apoio da trilha. Local de reabastecimento de água. Dali pra frente é só estradão.

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Cruzamos o Córrego Cavas e logo depois o pneu do Marcelo furou novamente. Daí, ele desistiu. Vendo um carro parado numa casa de fazenda, foi até lá e pagou para o motorista levá-lo até o ponto final da trilha.

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O homem perguntou-nos se teríamos passado pelo haras pois havia uma onça causando estrago nas criações de lá. A região onde a Alto Delírio desenvolve-se, a oeste de Planaltina, tem serras interessantes. São as Serras do Maranhão e a Serra da Biboca. O terreno é muito quebrado e quase não há estradas. Região selvagem, sem muita interferência do homem. Não é a toa que a presença de onças nas fazendas próximas é constante.

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Logo chegamos na DF-205, por onde seguimos até o final da trilha.

Como é bom pedalar nessa região, apesar dos perigos.

Taí o vídeo da trilha. Ficou bem longo, mas retrata bem a belíssima “Alto Delírio”.

2 comentários sobre “Alto Delírio – 02-06-2012

  1. Rogério nessa época ainda tinha uma barriguinha… rsrsrsrs… hoje o homem é pele, osso e muiiiiiita disposição… Evandro, relato incrível pra variar. Parabéns!!! Será que ainda é viável o pedal lá no Alto Delírio? Abraço!

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