Guarani e Jaqueira – 19/12/2021

por Evandro Torezan.

Sertanópolis, 19 de dezembro de 2021.

Tracklog: https://www.strava.com/activities/6403397605

Os pedais começaram logo no domingo. Fomos percorrer a trilha mais certinha que eu havia mapeado para testar em Sertanópolis, sem possibilidades de encontrar alguma passagem bloqueada.

Minha irmã Héllen convidou os amigos de seu grupo de Sertanópolis. Encontramo-nos no Lago Tabocó. Além de Héllen, Leidiane e eu, apareceram Vera Pissinati e Rosinha Monteiro.

A lua cheia ainda brilhava no céu quando pegamos a Estrada da Taboca, depois a do Couro do Boi.

É na Água do Couro do Boi que estão as origens de minha família pelo lado materno. As famílias Rossato e Pasinato compraram terras e formaram seus cafezais nessa área do município. Passei pelo sítio que era de meu avô, onde minha mãe nasceu, nas margens do Ribeirão Couro do Boi.

Cruzamos o Couro do Boi e seguimos pela estrada que segue rio acima até chegar ao sítio que foi de meu bisavô, Carlos Pasinato, de quem herdei o nome do meio. A propriedade ainda pertence à família Pasinato. O velho casarão e o terreirão de café são saudosas lembranças de minha infância, quando visitava o sítio.

Pegamos carreador à esquerda, que margeia o sítio até a Estrada do Piza. Nessa ligação, passei por outro lugar que me trouxe boas lembranças. A reserva legal da propriedade, pequena mata onde íamos brincar. Ao lado da mata havia uma represa onde fui pescar algumas vezes quando criança.

Sair do córrego que passa ali na mata não é tarefa das mais fáceis pois o vale é profundo.

Na crista, chegamos à Estrada do Piza, de onde vimos o sol nascer.

Seguimos para o Piza, passando pela Capela de São José, e depois subimos a vertente esquerda do Córrego do Piza para chegar à Água dos Cágados, onde passamos por outra capela, a de Nossa Senhora Aparecida.

Capela de Nossa Senhora Aparecida, Águas dos Cágados

Rosinha queria pegar água e como conhece o lugar, conseguiu encontrar uma torneira e abasteceu sua caramanhola. Tive a impressão de que éramos observados.

Logo depois, cruzamos o Ribeirão dos Cágados, subimos até o interflúvio entre Cágados e Ribeirão das Abóboras, limite municipal Sertanópolis/Ibiporã, e alguns quilômetros depois chegamos à Capela de São Pedro, na Água das Abóboras. Descansamos um pouco na capela.

Vera, Rosinha, Héllen e Leidiane

Cruzamos o Ribeirão das Abóboras e escalamos sua vertente direita. Do alto, avistamos o Pico do Guarani.

Passamos por uma encruzilhada cheia de despachos, seguimos à esquerda e logo chegamos aos pés do Guarani.

Chamar de “pico” é um exagero. Apesar de ser o ponto mais alto do Município de Ibiporã, não passa de um morro pedregoso forrado de capim, com algumas poucas árvores e com uma grossa cruz de eucaliptos no topo.

Seja pico ou seja morro, escalamos o Guarani pela estrada lateral. A estradinha é inclinada e cheia de cascalho, o que faz a roda escorregar, mas é possível subir pedalando com um pouco de sorte, técnica e força.

Morro do Guarani

Depois da visita, descemos e continuamos pela estrada, cruzamos o Ribeirão Jacutinga, atravessamos a PR-862 (Contorno de Ibiporã) por uma ponte e entramos na zona urbana de Ibiporã. Passamos pelo centro e pegamos a BR-369, sentido Jataizinho. Paramos na Lanchonete Jaqueira, bem no entroncamento da PR-862 com a BR. Como o nome diz, a lanchonete é especializada em jaca. Fazia tempo que eu queria conhecer esse lugar, ponto de parada de ciclistas e motociclistas que percorrem a região, e provar seu famoso suco de jaca.

Suco tomado, voltamos a pedalar pela BR no sentido de Jataizinho. Antes de atravessar a ponte sobre o Tibagi, entramos à esquerda e seguimos beirando o rio por poucos quilômetros.

Depois começamos a distanciar-nos de suas margens.

Para voltar a Sertanópolis, teríamos que cruzar a PR-090, rodovia que liga Ibiporã a Sertanópolis. Para sair do Tibagi e chegar à rodovia, cruzamos o Ribeirão Jacutinga e seguimos seu afluente Ribeirão do Sabão. Nesse trecho passamos por um vale bem profundo. São doze quilômetros do Tibagi até a PR-090.

Outro local nessa área que me traz boas recordações é um velho bar, que não funciona mais. Passei por lá em 1997, com meu amigo Edenilson. Estávamos perdidos e encontrar o bar aberto foi um alento, pois estávamos sem comida e sem água.

Do outro lado da PR-090, seguimos por estradas rurais, cruzando o Ribeirão das Abóboras, o Ribeirão dos Cágados e finalmente o Couro do Boi. Chegamos de volta a Sertanópolis às 13 horas. Foram 74 quilômetros com 1.405 metros de subida.

Vista de Sertanópolis desde a crista do vale do Ribeirão Taboca

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