Piza – Glória – Mombuca – 23/12/2021

por Evandro Torezan.

Sertanópolis, 23 de dezembro de 2021.

Tracklog: https://www.strava.com/activities/6418660592

Quinta-feira. Leidiane resolveu pedalar comigo e pediu um percurso curto. Héllen sugeriu que fizéssemos um caminho passando pelo Glória.

Às margens da PR-323, entre Sertanópolis e Londrina, há uma pequena capela de Nossa Senhora da Glória. O local, na Água do Couro do Boi, é conhecido como “Glória”.

Capela de Nossa Senhora da Glória

Quem olha para o lado da capelinha avista uma bela paisagem nos seus fundos. Uma estradinha sobe o vale e desaparece no alto. Quando eu era criança e passava por lá, ficava imaginando o que haveria além daquele morro que limitava o horizonte. Um dia, chamei um amigo e fui lá tentar descobrir. Pedalamos pelo asfalto e entramos na estradinha. Subimos até quase o topo, mas porteiras fechadas e gado solto impediram-nos de continuar. 

Chegou a hora de tentar novamente. Héllen enviou-me o link do Strava, eu baixei o GPX e copiei para o GPS.

Saímos da cidade pelo sul, passando pelo Lago Tabocó. Entramos na estrada da Taboca e Seguimos para o Couro do Boi e Piza, mesmo caminho feito no dia 19.

Estrada do Couro do Boi

Somente no Piza é que o percurso ficou diferente. Entramos à direita depois da Capela de São José e seguimos para o oeste, subindo o Córrego do Piza. A estrada passa por vários vales de afluentes do Piza, revelando sítios escondidos.

Aos dezoito quilômetros, entramos à direita no carreador de terra vermelha que subiu a vertente esquerda do vale do Piza. Próximo à crista, o caminho fica mais íngreme. O chão cascalhado dificulta a subida pois o pneu escorrega. Cruzamos a crista e chegamos em área plana no alto, entre os dois vales. A estradinha seguiu pelo meio da lavoura até o lugar em que eu queria chegar quando criança, o alto daquela paisagem bonita que se vê da estrada, o alto do Glória. A vista é bonita, mas não há nada de especial.

Nesse ponto há uma bifurcação. As duas estradas descem a vertente direita do vale do Couro do Boi até a PR-323. Héllen sugeriu que fôssemos pela direita. Pulamos o colchete, pois estava fechado, e descemos a estradinha que passa entre algumas mangueiras.

Quando saímos do meio das árvores, avistamos um rebanho de vacas confinado na estrada em frente à porteira. Elas mugiam de fome. Ao ver as vacas, Leidiane fechou a cara e quis voltar. Eu até tentei passar por dentro do pasto, desviando das vacas, mas a cerca tinha fios eletrificados. Voltamos.

De volta à bifurcação, tentamos descer pelo outro lado. Héllen disse que o proprietário do sítio não gostava muito que os ciclistas passassem por lá. Mesmo assim, tentamos. Pulamos o colchete e entramos na matinha. Esse lado é mais bonito, e a descida é mais íngreme. Logo avistamos vacas e bezerros subindo a estrada. Leidiane nem se deu ao trabalho de descer muito. Eu insisti, desci um pouco mais, mas quando parei na primeira curva e olhei para cima, as vacas estavam pastando trepadas no barranco. Voltamos.

Sem opção, voltamos para a Estrada do Piza e seguimos até a PR-323, passando pelo Gnan. Pegamos o asfalto, passando pelo condomínio Ecovillas do Lago. Na margem da rodovia, na parte mais alta do condomínio, há um restaurante chamado O Parmegiano. Dali se tem bela vista do Ecovillas, com seu grande lago de 76 hectares, maior até que o Lago Igapó de Londrina, que tem aproximadamente 60 hectares de espelho d’água. O restaurante não está funcionando, mas o acesso ao mirante está liberado.

Continuamos pelo asfalto, descendo até cruzar o Ribeirão Couro do Boi. Logo depois da ponte, entramos numa estrada de terra à esquerda, que cruza a Fazenda Santana. Por ela, subimos a vertente esquerda do vale do Couro do Boi e depois descemos até a Estrada da Mombuca. Leidiane estava cansada, então, paramos na Capela de Santa Ana para fazer um lanche. Comemos algumas mangas que colhemos pelo caminho.

Calma, Leidiane, está acabando! Seguimos pela Estrada da Mombuca rumo a Sertanópolis. Paramos numa garapeira quando chegamos na PR-323, a poucos quilômetros da cidade. Tomamos caldo de cana e seguimos para a cidade. 

O pedal que era para ser curto, rendeu 50 quilômetros e 1.008 metros de subida.

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